Aumento da longevidade traz maior número de fraturas
- O aumento da longevidade faz com que a progressão do número de fraturas seja cada vez mais expressiva. A ocorrência da fratura do quadril, pela sua alta taxa de mortalidade e morbidade e pelo alto custo de tratamento, é o mais importante marcador da efetividade no tratamento da osteoporose. Em países e sistemas que, especialmente na última década, vêm investindo na prevenção da osteoporose e de suas consequências, o número de fraturas do quadril vem diminuindo. O que eles têm em comum é a prevenção secundária de fraturas, ou seja, evitar a fratura seguinte. Visto que metade dos pacientes que tiveram uma fraturado quadril teve uma fratura prévia e que os tratamentos disponíveis provaram ser extremamente eficientes para diminuir fraturas subsequentes, boa parte das fraturas de quadril é evitável. É nesse cenário que o ortopedista desempenha um papel preponderante.
A afirmação é do ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Bernardo Stolnikci, coordenador do CREB Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica. Segundo ele, a osteoporose é definida como uma doença óssea caracterizada pelo comprometimento da resistência óssea que predispõe a um aumento do risco de fratura. A fratura por fragilidade óssea é a maior expressão clínica dessa doença. Fratura por fragilidade é definida pela Organização Mundial de Saúde como “uma fratura causada por um trauma que seria insuficiente para fraturar um osso normal, resultado de uma redução da resistência compressiva ou torsional”. Do ponto de vista clínico poderia ser definida como uma fratura que ocorre como o resultado de um trauma mínimo, como uma queda da própria altura ou menor ou por trauma não identificado. As fraturas por fragilidade típicas incluem vértebras, fêmur proximal (quadril), rádio distal e úmeroproximal. Uma fratura por fragilidade é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Pacientes que tiveram uma fratura em qualquer sítio têm aproximadamente duas vezes o risco de apresentar uma futura fratura em comparação com indivíduos que nunca tiveram tal lesão.
O ortopedista do CREB relata que no Brasil, o número de pessoas que têm a doença chega a10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) são altos. Só em 2010, o SUS gastou aproximadamente R$ 81 milhões para a atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas.
- Um paciente com fratura por baixo trauma do punho, quadril, úmero proximal ou tornozelo tem quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terão novas fraturas vertebrais no prazo de três anos, muitos já no primeiro ano. Um paciente com uma fratura vertebral tem quase cinco vezes mais risco de uma futura lesão semelhante e o dobro do risco para fratura do quadril e outras fraturas não vertebrais. Pacientes que sofreram fratura do punho têm quase duas vezes o risco relativo de uma futura fratura do quadril. Fraturas secundárias ocorrem rapidamente após a primeira fratura. O risco de fraturas subsequentes parece ser maior, logo após uma fratura, especialmente no primeiro ano. Pacientes que tiveram uma fratura do quadril formam o grupo de maior risco para fraturas futuras e devem ser priorizados para avaliação e início de tratamento para evitar outras fraturas secundárias. Ao contrário do que se possa imaginar, esses pacientes podem se beneficiar muito do tratamento. Iniciativas para evitar fraturas secundárias (subsequentes) devem ser oferecidas a todo homem e mulher acima dos 50 anos que tiveram fraturas por fragilidade, pois essas fraturas podem preceder uma fratura do quadril no ciclo que uma fratura conduz a outra (“cascata fraturária”). Uma fratura por fragilidade inicial é o suficiente para requerer uma avaliação que inclui medição da densidade mineral óssea com avaliação do risco de fratura e início de tratamento, se não houver alguma contraindicação formal – explica ele.
Osteoporose: prevenção de refraturas pelo CREB é tema do Congresso Brasileiro de Ortopedia
Coordenador do Programa de Prevenção a Refraturas do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (Prevrefrat CREB), o ortopedista Bernardo Stolnicki fez uma palestra no Congresso Brasileiro de Ortopedia sobre o tema “Como Administrar um FLS (Serviço...
Coordenador do Programa de Prevenção a Refraturas do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (Prevrefrat CREB), o ortopedista Bernardo Stolnicki fez uma palestra no Congresso Brasileiro de Ortopedia sobre o tema “Como Administrar um FLS (Serviço de Prevenção de Refraturas)”.
Tratar a Osteoporose é um meio de evitar fraturas
Segundo ele, é preciso ter um olhar social sobre a osteoporose e fraturas. “Sinta-se parte e procure colaborar para uma melhor solução global para este grande problema de Saúde Pública que é a Osteoporose e os impactos sociais, econômicos e pessoais das fraturas”, disse para os médicos participantes do congresso. Para o Dr. Bernardo, a FLS é uma missão e é preciso se comprometer com ela. “A missão de um FLS não é tratar a Osteoporose. Tratar a Osteoporose é um meio de evitar fraturas. Essa é a nossa verdadeira missão… Uma vez num Congresso Mundial, me perguntaram a o que eu atribuía os bons resultados do Prevrefrat e eu respondi que eu ficava muito triste quando um paciente tinha uma fratura. Como eu detesto ficar triste, fazia o possível para que ninguém tivesse fraturas”, explicou.
Seja gente cuidando de gente foi um dos recados dele. “Vá além das receitas e pedidos de exame…. Mostre que você está comprometido e envolvido, que é importante para você que o paciente tenha bons resultados, que ele melhore a sua qualidade de vida. Seja grato… A você foi dada a oportunidade de melhorar a vida de pessoas muito sofridas. Este sentimento de gratidão fará de você um profissional e um ser humano melhor”, disse.
A FLS é, segundo ele, muito trabalhoso, porém muito gratificante. “A gratidão e o carinho que os pacientes manifestam é sensacional. É também uma alegria muito grande quando você vê que a tua equipe coaduna com esses princípios. A minha equipe do Prevrefrat é atenciosa, é carinhosa, é comprometida. É muito bom ser parte de um time desses”, completou.
O Dr. Bernardo finalizou contando a história de Dona Wanda, de 93 anos. “Há 20 anos, me procurou para ser seu médico. Na ocasião ela já tinha tido fraturas no ombro e em duas vértebras. Nesses 20 anos fez uso de diversos medicamentos, fazia atividades físicas regularmente, mantinha uma alimentação balanceada e nutritiva. D. Wanda era ativa e mantinha vida social ativa. Às vezes ficava triste porque muitas de suas amigas já tinham partido. Há 1 mês D. Wanda levou um esbarrão na rua, caiu e teve uma fratura de fêmur. Foi operada por um excelente ortopedista, sua cirurgia ficou muito boa. D. Wanda foi para o CTI, onde faleceu 5 dias depois. Fiquei muito triste com a notícia, tive um sentimento de derrota. Depois de tantos anos, acabar assim… Uma semana depois, seu filho esteve em meu consultório e disse: Dr. Bernardo, vim aqui especialmente para te agradecer que senhor me deu minha mãe por mais 20 anos…. Tenho a certeza que se não fosse o senhor e o tratamento que o senhor deu ela já teria morrido há muito mais tempo por causa de uma fratura”.
Joelho para fora ou joelho para dentro: qual é o correto?
O posicionamento dos joelhos, já percebido na infância, é importante para garantir um desenvolvimento saudável e maior qualidade de vida na fase adulta.
Joelhos para dentro ou para fora podem indicar problemas, como a síndrome do joelho valgo (quando os joelhos caem para dentro) ou a síndrome do joelho varo (quando os joelhos ficam para fora).
O ideal é que os joelhos estejam alinhados com os tornozelos e os quadris, promovendo uma postura correta e evitando futuros problemas ortopédicos.
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